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Em que consiste o pensamento mítico? Qual a relação entre Mito e Filosofia na Grécia Antiga? A Filosofia surgiu na Grécia rompendo totalmente com as estruturas do discurso mítico ou surgiu do interior do próprio mito? Há uma relação de rompimento ou continuidade entre esses dois modos de pensar e entender o mundo?

Quando paramos para refletir sobre a origem desse modo de pensar, sistemático e conceitual, e de olhar a realidade, que denominamos Filosofia, inevitavelmente nos deparamos com essas questões e somos obrigados a nos reportar ao mundo grego do século X ao VI antes de Cristo.

Ao analisarmos esse período da sociedade grega percebemos que a partir de um determinado momento, devido a várias condições históricas, começa a surgir um novo modo de pensar e entender a realidade. Entretanto, se em um determinado momento surge ou começa a surgir um novo modo de pensar, isso significa que existia um outro modo prévio. Essa outra maneira de abordar a realidade era justamente o pensamento mítico.

 

A origem das epopéias gregas

 

Os dois grandes nomes que representam o pensamento mítico grego são: Homero, “autor” da Ilíada e da Odisséia, e Hesíodo, autor de Os trabalhos e os dias e da Teogonia.

Muitos estudiosos questionam até que ponto as epopéias homéricas é resultado do trabalho de um único autor ou se é uma compilação. Enfim, se realmente foram feitas por Homero. Contudo, o que nos interessa aqui não é tanto essa questão, mas sim explicitar em que medida o contato com essas obras nos ajudam a compreender as características do pensamento mítico.

A origem das epopéias gregas se dá num contexto de derrocada da civilização micênica ou aqueana que fora invadida pelos dórios mais ou menos no século XII a.C.

A sociedade micênica, formada por penínsulas e ilhas, era constituída por famílias principescas, uma pluralidade de clãs e, do ponto de vista da estrutura geográfica, possuía um determinado tipo de relevo que beneficiava a ligação com outras regiões através do mar. Assim, as condições físicas, geográficas, colaboravam para que este povo tivesse uma certa vocação para o mar, tornando-se ele uma grande via de comércio e comunicação, de aventuras e histórias imaginárias.

Ora, os dórios, cuja origem étnica era a mesma que dos aqueus, vindo do norte invadiram e dominaram a região habitada por estes, pois tinham uma certa superioridade no uso dos utensílios e na fabricação e uso de armas de ferro.

As invasões dóricas, portanto, provocaram uma migração de grupos de aqueus em direção às ilhas e costa da Ásia Menor, resultando na criação de colônias cujo objetivo era preservar a identidade do grupo, suas instituições, tradições e organização social. Com o tempo se estabelece as novas condições de vida e de mentalidade. As epopéias são justamente a primeira expressão dessa nova realidade. Ou seja, o homem grego procurou cantar por meio da poesia o declínio das antigas formas de viver e pensar e o surgimento de uma nova situação.

As epopéias são o resultado da mistura de lendas jônicas e eólias, incorporando relatos sobre viagens marítimas e outros elementos advindos do contato do mundo grego com a cultura de outros povos.

Disso tudo se conservaram a Ilíada (que trata da ira de Aquiles tendo como pano de fundo a guerra de Tróia) e a Odisséia (que canta a história de Odisseu e sua tentativa de voltar para casa) entre o século X e VIII a.C. Contudo, somente no século V ocorrerá o estabelecimento da edição dos poemas de Homero. Tanto a Ilíada como a Odisséia tinham um núcleo duro que foi recebendo acréscimos, especificando, assim, o aumento e tamanho dos poemas.

Referente a Hesíodo, também não se tem muitas certezas sobre sua vida (final do século VIII e início do VII). O pai de Hesíodo tinha uma empresa de navegação e ao falir atravessou o mar Egeu voltando para a Beócia, sua terra de origem. Ao morrer, o pai deixou a Hesíodo e ao seu irmão Perses algumas terras. Na divisão dos bens Hesíodo achou que fora trapaceado pelo irmão. Essa polêmica é importante porque, provavelmente, servirá de tema para o seu poema Os trabalhos e os dias e para a sua visão um tanto pessimista sobre o ser humano. Escreveu vários poemas, dos quais restaram apenas alguns fragmentos. Inteiros há apenas a Teogonia (que trata da origem dos deuses, havendo um germe do princípio da causalidade) e Os trabalhos e os dias (que procura justificar a condição humana).

 

A estrutura do pensamento mítico

 

            Ao lermos, por exemplo, a Ilíada e a Teogonia temos condições de perceber alguns traços fundamentais do pensamento mítico. Ou seja, a interferência dos deuses nos assuntos humanos, atuando diretamente ou criando situações; a capacidade de transformação dos deuses, seus poderes e sua relação com a natureza etc.

Na Ilíada temos a cólera de Aquiles sendo cantada num cenário muito específico, a guerra de Tróia. Ora, qual a origem da guerra de Tróia e da ira de Aquiles?

Houve uma festa no Olimpo e uma deusa (Éris, da discórdia) não foi convidada. Ressentida, ela jogou uma maçã no recinto onde ocorria a festa no meio das deusas com a inscrição “para a mais bela”. A deusa Hera, Atena e Afrodite começaram a discutir quem era a mais bela, pois todas queriam ficar com a maçã. Zeus vendo a situação decidiu que um mortal escolheria quem ficaria com a maçã. O escolhido foi Páris, um troiano que tinha visitado Esparta cujo rei era Menelau, o qual era casado com Helena, mulher pela qual Paris se apaixonara.

As deusas, tomando ciência da decisão de Zeus, tentam convencer Páris a encolhê-las oferecendo, cada uma a seu modo, algo diferente. Hera ofereceu o comando. Atena a vitória e o heroísmo. Afrodite a ajuda para seduzir Helena. Páris escolheu Afrodite e essa, então, seduz Helena e ela é raptada por Páris. Uma expedição é organizada para trazer Helena de volta e a partir disso começa a guerra de Tróia.

Vê-se, assim, que do ponto de vista do mito homérico, a origem de uma guerra entre os humanos tem por origem um problema entre os deuses.

Referente a ira de Aquiles vemos algo semelhante. O sacerdote de Apolo foi solicitar aos aqueus (gregos) que devolvessem sua filha que tinha sido presa. O sacerdote foi humilhado por Agamenon que lhe recusou o pedido. O sacerdote foi então orar ao deus Apolo reclamando que sempre lhe serviu e que precisaria que ele fizesse algo, pois foi humilhado. Apolo furioso houve as lamúrias de seu sacerdote e durante nove dias ataca o exército dos aqueus. Aquiles, inspirado pela deusa Hera, convoca uma assembléia, a fim de saber a origem da fúria do deus e descobre que Agamenon não quis devolver a filha do sacerdote de Apolo. Aquiles e os outros propõem, então, que ele devolva a moça a seu pai. Entretanto, Agamenon diz que só devolverá o seu prêmio se Aquiles lhe entregar o seu, que também é uma mulher. Aquiles fica enfurecido porque perde sua amada e decide não batalhar mais a favor dos gregos. Portanto, a cólera de Aquiles também está relacionada com um problema que ocorreu com um deus, ou seja, devido a uma intervenção divina na vida humana.

Além de intervirem nos assuntos humanos, os deuses também interferem na natureza fazendo chover, trovejar, os cavalos falarem, maremotos. Isso mostra que os eventos naturais não são naturais do ponto de vista da mitologia, mas sim sobrenaturais, pois os deuses os provocam. Ademais os deuses também se transformam, mudam a aparência, como a deusa Atena se apresenta na figura de um lanceiro para convencer alguém a lançar uma flecha contra Menelau.

Ademais, os deuses se relacionam entre si parecendo-se com os humanos e às vezes se ferem violentamente. Há, portanto, a presença de uma emotividade que os aproxima muito dos humanos.

Enfim, percebe-se desde o começo do poema que a deusa é quem canta. O poeta fala como que emprestando sua voz. Há, portanto, uma íntima relação do poeta com as Musas. Essas não ajudam Homero a lembrar coisas que ele estava esquecendo, pois não se trata de ajudá-lo a recordar algo que estivesse na sua memória individual e que ele tenha visto algum dia. Elas trazem ao poeta algo que ele não viu e nem sabia. Ou seja, elas trazem a ele um saber que ele não tinha como adquirir por si mesmo, a ver um passado que nunca vimos, uma verdade que não tínhamos acesso. Daí a relação do poeta, em especial Homero, com a cegueira e a adivinhação, pois a pessoa que é cega parece desenvolver mais sua memória. Ora, qual o valor, então, da verdade da fala do poeta?

Essa questão aparece de maneira mais explícita na Teogonia de Hesíodo. No proêmio parece se por o tema da verdade do poema, algo totalmente novo. Nesses versos aparece a figura das Musas que vieram ensinar um belo canto a Hesíodo, o qual estava com suas ovelhas. Desta maneira, as Musas garantirão a veracidade do poema, pois tornam a palavra do poeta sagrada, justamente porque as palavras têm relação com alguma divindade. Contudo, ao mesmo tempo, Hesíodo se identifica com sua obra assumindo-a, expondo aí um elemento de subjetividade.

Encontramos, assim, em Hesíodo, uma certa continuidade com os poemas homéricos, porém há também algumas diferenças. Ele fala de um tempo que não é o tempo da Ilíada e da Odisséia. A primeira divindade mencionada no poema é Zeus, apesar dele não ser o primeiro na ordem cronológica. Talvez porque a Teogonia seja, segundo Cornford, um hino a Zeus. O fato de Eros já aparecer desde o começo indica, provavelmente, uma preocupação com a questão causal e lógica, pois se a maioria dos deuses são gerados por meio de relações sexuais, então se faz necessário sua presença desde o início. Na Ilíada há uma sistematização e explicação dos eventos naturais como responsabilidades dos deuses. A Teogonia também é uma cosmogonia, pois explicar a geração dos deuses para Hesíodo, é também explicar a geração do cosmos, porque há uma identificação entre deuses e seres naturais, às vezes.

Desta maneira, quando olhamos os poemas de Homero e Hesíodo, vemos um modo de pensar no qual o fabuloso, o fantástico, o imemorial e a total intervenção dos deuses na vida humana e na natureza, está muito presente. Todavia, a partir de um determinado momento esse modo de entender o mundo e pensá-lo começa a entrar em crise, e começa a surgir uma nova matriz de pensamento que recebeu o nome de Filosofia.

 

A origem da Filosofia

 

Muitos estudiosos discutem o processo de nascimento da Filosofia na Grécia, dando origem a várias teses opostas. Ou seja, apesar de ter data e local de nascimento (final do século VII e início do século VI nas colônias gregas da Jônia na Ásia Menor) a origem da Filosofia não é um fato simples, mas objeto de muitas controvérsias.

De um lado, por exemplo, temos a tese orientalista que defende a origem oriental da Filosofia e do outro lado temos a tese do milagre grego que sustenta a total originalidade dos gregos.

Essa discussão é sustentada e estimulada principalmente, na Antigüidade, por Diógenes Laércio que defendia a criação da Filosofia pelos gregos sem pegarem nada dos orientais. Ainda segundo ele, os gregos deram origem não só ao pensamento filosófico, mas à própria humanidade. Vemos, assim, a tese do milagre se apresentando. Milagre justamente por ser algo repentino e pela originalidade, não podendo ser explicado pela relação de causa e efeito, mas sim resultado do gênio helênico.

A teoria orientalista, entretanto, procura mostrar os empréstimos que o pensamento grego fez das culturas orientais.

Para o orientalista, portanto, a Filosofia é uma mera continuação de um passado oriental. Enquanto para o ocidentalista a Filosofia é uma invenção totalmente nova e própria do Ocidente.

Muitos estudiosos vêem um certo exagero nas duas teses, pois podemos e devemos reconhecer que os gregos tiveram contato com muitas culturas orientais pegando muitas coisas dessas tradições. Mas por outro lado também existiu a originalidade grega, porque eles operaram uma mudança qualitativa em tudo aquilo que pegaram do Oriente.

Outro ponto que também produz controvérsias sobre a origem da Filosofia diz respeito à relação entre Mito e Filosofia. A relação entre pensamento mítico e pensamento filosófico é de continuidade ou ruptura radical.

Segundo John Burnet a Filosofia nasce quando as velhas explicações míticas da realidade já não podiam explicar mais nada. Assim, o pensamento filosófico só poderia aparecer numa região onde não houvesse a influência da mitologia.

Contudo, F. M. Cornford procura mostrar como a estrutura dos Mitos está presente nos filósofos posteriores. Ou seja, os filósofos não apenas fazem um uso dos termos da mitologia, mas efetuam um empréstimo conceitual. A Filosofia, portanto, herda e usa o conteúdo do Mito que continuaria a circunscrever o pensamento racional.

Para Jean-Pierre Vernant, que criticou a idéia de ruptura, a crítica de Cornford a Burnet foi importante. Porém, devemos nos afastar da sua idéia de que a Filosofia diz a mesma coisa que o Mito só que de forma diferente. É preciso analisar em quais condições históricas a Filosofia surgiu. Para Vernant o grande acontecimento que colaborou para o nascimento da Filosofia e da sua diferença em relação ao Mito foi um acontecimento político, isto é, o aparecimento da Polis.

Vernant mostra que na civilização micênica a figura do rei e do palácio é fundamental, pois tudo gira em torno do palácio real: a vida econômica, social, religiosa, etc. Contudo, na medida em que essa soberania micênica entra em crise isso vai produzir alterações sociais importantes, pois um novo modelo de organização social se estabelecerá aos poucos. Com o advento da Polis o universo espiritual, a mentalidade das pessoas começa a mudar. Agora, a assembléia, a praça pública, a agorá, passa a ter uma importância muito grande. A lei deve, agora, ser expressão da vontade da comunidade humana e não dos deuses. Para isso é preciso ter um ambiente onde possa se debater livremente, onde as pessoas possam dar suas opiniões e ter o direito à palavra. Todavia, nas assembléias públicas também se exigiam que os participantes demonstrassem e justificassem racionalmente as suas propostas.

Assim, vemos que essa nova organização social, com esse novo ambiente, colaborou profundamente para o surgimento da Filosofia na Grécia.

 

Os pré-socráticos

 

Segundo Vernant, porque surge no contexto da Polis, a Filosofia nascente ao se questionar sobre o mundo natural projetará sobre ele a Polis. Isto é, o vocabulário político, jurídico, social será usado para explicar o mundo natural.

Os primeiros filósofos queriam saber de onde tudo vem e para onde tudo vai nesse processo de geração e perecimento das coisas. Na investigação desse processo eles queriam saber, também, se algo permanecia. Esse fundo perene de onde tudo brotaria epara onde tudo voltaria, do qual tudo é constituído, é o que eles chamavam de phýsis.

Todavia, ao refletiram sobre essa phýsis, os primeiros filósofos já demonstram um distanciamento no seu modo de pensar em relação ao Mito.

Tales de Mileto ao pensar, segundo Aristóteles, que todas as coisas estão cheias de deuses quer dizer o que com essa frase? Num primeiro momento, parece que está repetindo o pensamento mítico, pois se tudo está cheio de deuses significa que os deuses é que determinam tudo e continuam a interferir no modo de ser das coisas. Entretanto, talvez devamos nos perguntar o que é um deus. Se um deus é um tipo de ser dotado de poder e independência, e se as coisas estão cheias de deuses, então, elas não dependem mais dos deuses, pois o princípio de ser e movimento delas está nelas próprias. Portanto, temos aqui um pensamento bem distinto do pensamento de Homero e Hesíodo.

Anaximandro ao dizer que: “princípio dos seres era o ilimitado. Pois donde a geração é para os seres, é para onde também a corrupção se gera segundo o necessário; pois concedem eles mesmos justiça e deferência uns aos outros pela injustiça, segundo a ordenação do tempo”, queria expressar o que, um pensamento mítico? Parece que não.

Ao analisarmos esse fragmento, notamos que para Anaximandro as coisas parecem surgir por separação dos contrários do princípio originário, que é o ilimitado. Isso configuraria uma injustiça que precisaria ser reparada, ou seja, o fato do cosmos ter nascido da separação dos opostos com o ilimitado aponta uma injustiça que precisa ser expiada. Os contrários tendem a quererem se impor uns aos outros e a injustiça também estaria presente nisso. O tempo é o juiz justamente porque põe fim ao domínio de um em favor do outro. Já que o mundo surgiu pela cisão dos contrários, o que configura uma injustiça porque é como se os contrários quisessem ocupar o lugar que só pertence ao ilimitado, então essa injustiça será reparada pela morte do próprio mundo. Ora, o grau de abstração do raciocínio de Anaximandro é muito claro e bem distinto dos elementos presente no discurso mítico.

 

Considerações finais

 

Ao analisarmos a estrutura do Mito na Grécia e também a estrutura do discurso filosófico no início da Filosofia, percebemos uma diferença entre esses dois modos de pensar. O que temos são dois modos de entender e explicar o mundo bem distinto. Para a Filosofia a razão com suas regras é fundamental, pois o pensamento contraditório é sinal de afastamento do real. A questão da coerência interna do discurso é essencial para a Filosofia. As causas naturais são importantíssimas para se entender os fenômenos naturais e a própria vida humana sem recorrer aos deuses. Enquanto que, para o discurso mítico, o fabuloso, o fantástico é algo normal. A natureza não possui estrutura própria e os humanos dependem totalmente da divindade. O contraditório não é problema, pois a verdade é entendida de uma outra maneira.

Ora, refletir sobre Mito e Filosofia na Grécia talvez seja interessante pelo simples fato de que esse estudo nos dá a chance de parar e perguntar: há algum um modo de pensar e entender o mundo que, sozinho, dê conta da experiência humana no seu todo?

 

Bibliografia recomendada:

Cornford, F. M. Principium Sapientiae. Lisboa, Calouste Gulbenkian, 1989.

Burnet, John. O despertar da filosofia grega. São Paulo, Siciliano, 1994.

Detienne, Marcel. Os mestres da verdade na Grécia Arcaica. Rio de Janeiro, Zahar, 1988.

Dodds, E.R. Os gregos e o irracional. São Paulo, Escuta, 2002.

Guimarães, Ruth. Dicionário da Mitologia grega. São Paulo, Cultrix, 2003.

Hesíodo. Teogonia. São Paulo, Iluminuras, 1991.

–      . Os trabalhos e os dias. São Paulo, Iluminuras, 1990.

Homero. Ilíada. Rio de Janeiro, Ediouro, 2001.

–       . Odisséia. São Paulo, Cultrix, 1997.

Snell, Bruno. A cultura grega e as origens do pensamento europeu. São Paulo, Perspectiva, 2001.

Vernant, Jean Pierre. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1989.

Vernant, Jean Pierre e Vidal-Naquet, Pierre. Mito e Tragédia na Grécia Antiga. São Paulo, Perspectiva, 1999.

Vernant, Jean Pierre. Mito e Pensamento entre os gregos. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1990.

Vidal-Naquet, Pierre. O mundo de Homero. São Paulo, Cia das Letras, 2002.

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